Ainda não me habituei aos amores líquidos.

Como quase todo mundo sabe o Tinder é um aplicativo de relacionamentos onde pessoas procuram pessoas com interesses em comum para que possam ter algum âmbito de contato, principalmente o amoroso. Sou um tanto antiquado, mas mesmo assim tive duas experiências com o tal aplicativo.

Na primeira vez, fiquei 40 minutos com o aplicativo e me senti jogando Pokemon Go, senti que era cilada, Bino. Exclui a conta sem pensar muito. Na segunda experiência motivado por um aposta com uma amiga baixamos o aplicativo e ambos teriam que passar 48 horas com ele no celular; o fundamento dessa aposta era para saber quem conseguiria mais conversas dentro desse período.


No aplicativo conversei apenas com ela porque nos encontramos por lá. Foi divertido. E dessa vez me esforcei para parecer um pouco mais interessante do que sou, afinal marketing pessoal é moeda de correção máxima nessa vida. Pelo menos é o que eu acredito. Minha amiga teve sorte e conheceu um rapaz bacana, e eu pela impaciência de me sentir um produto na prateleira esperando ser escolhido exclui o aplicativo e conta novamente.

Minha amiga ganhará chocolates, e eu apenas essa crônica; achei uma ótima troca. Só que esse texto não surge com a finalidade de uma exposição desnecessária, mas sim com o propósito de mostrar que existem pessoas interessantes por toda a parte. Não baixarei novamente aquela corrida solitária, pois evito tudo que me impacienta.

Não nego que gostaria de esbarrar por aí em pelo menos uma dúzia das moças que vi por lá, mas mesmo assim eu prefiro as situações reais. Aquela história clichê, sabe? Por exemplo: Ah, eu conheci fulana através de um amigo; a gente se conheceu na academia; erramos vizinhos; ela era a dentista do meu irmão, e por aí vai.

Nisso o mito de que eu não procuro direito se desfez cá dentro, pois o bom mesmo é esperar. E esperar o que a vida nos presenteia. Algumas pessoas conheceram seus amores pelo Tinder, e outros não. Cada história de amor é muito particular. Não me cabe julgar a história alheia, porém para mim o olhar desconhecido ainda permanece sendo mais impactante. Ainda não me habituei aos tempos virtuais, e muito menos aos amores líquidos. Por isso, permanecerei esperando. Procurar fadiga. Encontrar gera sossego. E eu quero o sossego da pequena que espero. *Texto escrito pelo leitor: Almir Santana.

Se você também escreve, pode nos enviar o seu texto. Quem sabe publicamos no blog! Envie por e-mail: iandealbuquerque@outlook.com, ou por mensagem na página no facebook.

3 lições que fazem jus ao ditado: decepção não mata, ensina a viver.


1. AMAR OUTRA VEZ É POSSÍVEL.


Na minha primeira decepção, me perguntei se era mesmo possível amar outra pessoa. Eu duvidava que o amor pudesse bater em minha porta mais de uma vez. Achava que só poderia amar uma pessoa na vida e ponto. Pensava que não poderia existir outra pessoa capaz de acompanhar nas minhas aventuras e me apresentar novos caminhos. Suspeitava que eu nunca mais encontraria outra pessoa que fosse suficiente e que me ocupasse por inteiro, alguém capaz de me fazer levantar às 3 da matina p
ra matar a saudade, de passar o meu dia de folga inteiro assistindo filmes e me alimentando dos melhores beijos. Achava que, as pessoas que chegassem até mim só serviriam pra passar o tempo e me tirar o tédio. E ainda bem que eu estava errado. Aos amores que se foram, o meu muito obrigado; pelas musicas, comidas e filmes que me foram apresentados. Amar outra vez é possível quando a gente se desprende do passado e se permite viver completamente uma vida com alguém, HOJE, que é o que importa pra realizar um futuro.

2. TAMBÉM AMADURECEMOS COM OS NOSSOS ERROS.

Aos meus dezesseis anos, assumi o meu primeiro relacionamento. Por pura canalhice e desinteresse, eu traí, imediatamente conversei pra que não continuássemos porque eu sabia que isso poderia se repetir. Não queria enganar ninguém, nunca quis. Aprendi cedo algumas lições. Nunca comece um relacionamento só porque alguém quer ficar com você, você precisa querer ficar com a pessoa também. Em hipótese alguma assuma algo por pressão ou que você não se sente seguro. Jamais leve sua 
mentira adiante, desabafe. Isso não vai te isentar da culpa, mas te fará alguém melhor. Se errou, assuma os seus erros. Não fique com alguém se tem a intenção de trair. Pra isso, escolha ficar solteiro, é mais sincero.

As lágrimas desse dia - de ambos os lados -, me disseram que aquilo que fiz, não deveria se repetir. E não se repetiu. Quero dizer que, você escolhe ser alguém melhor, escolhe fazer valer a pena ou se repetir feito disco arranhado, escolhe fazer do amor um engano ou honra-lo como deve ser. Tem gente que escolhe seguir com a mentira. Pra mim, esse tipo de gente não amadurece, apodrece pro amor.


3. SE AMAR, EM PRIMEIRO LUGAR.
 

C
hega de insistir nas mesmas desculpas, mesmas promessas, nos mesmos erros e nas mesmas feridas. Para de insistir em quem não te faz mais bem. Na vida só o que soma, o que some não vale a pena ter. O que você pode fazer de melhor, faça pra você! O que você pode ser de melhor, seja por e pra você! Faça zumba, Yoga, leia novos livros, passe mais tempo com seus amigos e reserve aquele momento onde só você consegue se entender. Faça viagens, cuide da sua saúde, da beleza, faça o que te dá vontade. Posso te garantir que quando você tem tempo pra você, quando você aproveita o seu tempo da melhor forma, não sobra tempo pro que te fere. Quando você se ama incondicionalmente, não resta mais espaço pro que machuca e a tua vida fica tão mais interessante que você não tem tempo pro inútil. Que fique bem claro que solidão não se cura com migalhas dos outros, se cura com amor próprio, e se amar em primeiro lugar não é egoísmo, é obrigação.

Pessoas vão sumir da sua vida, vão fugir de você. Aceite isso e paciência.

Se não formos transparentes, sinceros, respeitosos, afetuosos e dedicados, as relações, de alguma maneira, se dissolvem no ar, murcham e secam como uma rosa tirada de seu galho. Depois de tantos finais e términos que sequer aconteceram, aprendi que as coisas não dependem somente de mim, sabe? Eu não preciso carregar o peso de um término sozinho, na verdade, eu nem preciso carregar o peso de algo que acabou. Aprendi que as pessoas são diferentes, possuem maneiras de enxergar as situações distintas das que consigo visualizar. As pessoas possuem outras perceptivas e outro jeito de acabar algo e seguir em frente. Então, sempre que alguém vai embora da minha vida, me pergunto: Pra quê me desgastar por isso? De que adianta ficar lamentando? E por mais que alguns finais doam, por mais que alguns términos me deixe com aquela sensação de que o chão desapareceu, não vou e nem posso ficar me lastimando por isso. A melhor maneira de curar uma dor é seguindo em frente. O melhor caminho para superar um fim é aceitar os fatos. Às vezes as relações terminam sem que sequer aconteça o término. Acontece, e tá tudo bem. A gente precisa aceitar que as relações acabam porque se liquidificam. Escorre pelas nossas mãos sem que a gente perceba. Quando notamos, já acabou. Nem sempre é fácil aprender a aceitar, o processo é longo e enquanto a gente não consegue entender isso, vai doer um bocado. O fato é que quando aceitamos os finais, passamos a nos frustar menos. E isso acontece porque quando aceitamos que algo acabou em vez de ficarmos depositando nossos sonhos e planos no que já aconteceu e lamentando por não ter sido como esperávamos que fosse, aceitamos que aquilo se realizou - não da forma que imaginamos -, mas se realizou. E aprendemos então, a valorizar o que aconteceu, a aceitar que acabou mas que foi bom enquanto durou, e que se não deu, não deu. E que se não foi bom, melhor ainda. Bola pra frente, a gente não precisa parar no tempo por isso. Você não precisa se desgastar por ter dado tudo de si e no final das contas, tudo ter acabado. Você não precisa se cobrar tanto por algo que não deu certo. Alguns finais acontecem justamente pra que você aprenda que não se pode amar por dois, tentar por dois, viver por dois. Não se cobre tanto, você deu o seu melhor.

Entenda: p
essoas vão sumir da sua vida. Pessoas vão fugir de você. Aceite isso e paciência.

Feliz um ano que te desconheci

Há um ano atrás eu pensei que não conseguiria seguir a minha vida sem você, mas consegui. Há um ano atrás eu pensei que nunca mais iria encontrar sentido para o amor, mas encontrei. Há um ano atrás eu pensei em desistir do amor e de qualquer sentimento que me fizesse envolver com alguém, mas não devemos desistir de algo que nos faz bem só porque um dia alguém nos fez mal. Lembro que acabamos porque eu já não suportava mais ter que suportar todas as suas mentiras em nome do nosso amor. Eu já não suportava mais me machucar, já não te suportava mais. Doeu ver que duas pessoas que um dia se amaram inteiramente, acabaram chegando num ponto de desistir de continuar juntos. Sufocaram e mataram o amor de tanta insistência. Há um ano trás, eu decidi descarrilhar o meu peito do teu trilho, tirar o meu amor do teu campo e de uma vez por todas, voar para algum lugar distante de você. Tomar essa decisão de ir embora talvez doesse tanto quanto ficar ao teu lado, e foi exatamente por isso que decidi ir. Eu sabia que uma hora iria me acostumar com tudo isso. Em algum momento tudo iria passar. Às vezes demora, dói e machuca. Às vezes parece que nunca vai passar, mas passa. Sempre passa. Lembro que eu chorei, chorei feito criança, mas segui. Há um ano atrás, exatamente um ano atrás, eu pensei que meu coração viraria pedra e ninguém mais conseguiria entrar, nem mesmo eu. Eu pensei em costurar o meu coração e não deixar mais ninguém entrar, em reagir a qualquer tipo de amor, inclusive ao meu próprio. Há um ano atrás eu pensei que o amor nunca mais fosse me carregar no colo, me estender as mãos e me mostrar que não era o fim. Pensei que o amor havia desistido de mim naquele momento, que não existiria ninguém capaz de me fazer acreditar novamente no amor, até que descobri o melhor caminho. Naquele momento era o amor me dizendo que às vezes a gente precisa abrir mão do que nos consome e nos machuca, para daí, perceber a existência dele.
Descobri, pouco depois de me permitir ir embora de você, que o primeiro passo para o nosso amor florescer dentro da gente é perceber que às vezes o jardim que queremos plantar o nosso amor não o merece. Foram dias cansativos, confesso. Medo da solidão, do tempo, da demora. Mas aí veio a resiliência e me trouxe de volta, me levou para a parte mais interna de mim e me mostrou que existia amor além de você. E então eu entendi que quando te deixei ir, eu estava na verdade, trazendo a minha paz e a minha liberdade de volta pra mim. Terminar com você foi o começo de um novo caminho que eu precisava encarar sozinho para perceber o que de fato é o amor. Fechar a porta para nós e jogar a chave por baixo foi fundamental para que eu abrisse uma nova porta para mim e enxergasse que o amor é, para além de todas as coisas, bom e curador. Eu tenho sido para mim, inteiro. Passo por esse aniversário são e salvo. Espero que você possa dizer o mesmo. Feliz 1 ano que te desconheci.

Términos não são o fim do mundo.

Chega num ponto da estrada que percebemos que não resta mais alternativa alguma. Todas as esperanças se esgotaram, os planos não fazem mais sentidos, conversas e telefonemas doloridos. Nada do que possamos fazer parece resolver as coisas que estão fora do lugar, tudo parece fora do lugar. Outro dia eu li uma frase que dizia: ''Se chegar o momento de saltar, não exite e salte sem medo, sem olhar para trás.'' Faz pouco mais de um ano e meio que, mesmo com medo, decidi saltar, seguir a minha vida e nunca mais olhar pra trás. Desde então, depois do término, aprendi coisas que jamais pensei que aprenderia, suportei a saudade que agora virou só lembrança que não incomoda,nem dói. Aprendi a lidar com o fato de abrir mão de alguém que eu amava porque, por mais difícil que fosse admitir isso, era a melhor decisão a se tomar. Você simplesmente aprende a lidar com o fato de que, às vezes as pessoas não permanecem ao teu lado (e muitas vezes é melhor que não permaneçam mesmo), relacionamentos acabam, términos acontecem e você precisa aprender, na cara dura, a se reinventar porque a vida é isso. É seguir em frente, aprender a lidar com perdas, independente de como essa perda te deixou. Se você já passou por pelo menos mais de um término, já parou pra pensar que todo fim te traz uma nova maneira de aprender a lidar com o que se foi e enxergar a vida de forma mais madura e segura? Não estou dizendo que terminar com alguém que você ama pra caralho seja o melhor caminho pra te tornar uma pessoa mais cautelosa e responsável, mas se você já superou ao menos dois términos, você deve entender o que eu estou falando. Términos te ajudam a compreender que depositar expectativas demais em alguém não torna esse alguém mais interessante pra você, só transforma o outro em uma pessoa baseada nos seus pontos de vistas. Às vezes términos te deixam com aquela sensação de ter perdido a direção e não saber exatamente o que fazer depois que o outro partiu, mas términos também te ajudam a se reencontrar, a se reerguer sozinho, a buscar na tua interioridade novos caminhos e assim, estar pronto pra uma nova fase da sua vida. A gente costuma pensar que nunca mais vamos encontrar alguém com aquelas características especiais que alguém que amamos possuía. E talvez, a gente nunca mais encontre mesmo, mas isso significa que os outros relacionamentos não possam ser realmente bons. Talvez as pessoas sejam insubstituíveis na sua essência, mas o que dita o tom, a intensidade e a durabilidade do relacionamento é mais a disponibilidade dos sujeitos que as suas características pessoais. Num dado momento você percebe o simples fato de que, mesmo que vocês se esbarrassem novamente, o que viveram passou. Não volta mais. Você não é mais o mesmo, ela não é mais a mesma. Você deixa de se achar que o tempo que vocês passaram juntos deva ao menos significar alguma coisa, e talvez até signifique, mas essa coisa agora é muito pequena perto do que você busca. Fim de relacionamento não é o fim do mundo. Sempre vai existir alguém disposto a fazer por você o que outra pessoa não fez.