Leia esse texto para você mesmo, todos os dias

deixa eu te dizer uma coisa: a força está dentro de você!

leia esse texto. todos os dias. ao acordar. antes de dormir. toda vez que duvidar de si mesmo e pensar em desistir.          

eu sei que quando a gente está mal, a gente esquece de cuidar da gente. de cuidar da nossa essência, daquilo que faz a gente existir no mundo. a gente não fala direito, não anda direito, não respira direito. falta fôlego pra seguir em frente.

mas por favor, não permita que seja assim, não permita que isso aconteça com você.

todos os dias. você vai olhar pra você mesmo e vai se amar como ninguém foi capaz de te amar um dia. você vai se enxergar como ninguém nunca te enxergou. você vai se acolher como tantas vezes você só queria um abraço e ninguém estava ali pra isso. a partir de agora, a partir de hoje, você vai estar ao seu lado.

ainda que qualquer pessoa tente invadir a sua mente e te fazer acreditar que você é insuficiente. ainda que qualquer pessoa trapaceie e jogue fora os seus sentimentos. ainda que o outro vá embora como se você tivesse sido nada, você vai estar ao seu lado. você não precisa vencer o mundo, vença no seu mundo, e isso já é o suficiente.


tudo o que você precisa está dentro de você.

e isso aqui não é só mais um texto de autoajuda, é pra te dizer que você importa, sim! um dia eu estive onde você está agora e precisei de palavras que me acolhessem. esse texto aqui é pra te acolher, tipo um abraço em forma de palavras, se é que isso é possível

saiba que se não houver certeza e vontade de vencer, nada vai mudar, nada vai acontecer.

eu acredito em você!
você é o suficiente!

Para todas as pessoas apaixonantes



admiro pessoas que mesmo com tantas marcas, ainda conseguem ser pessoas apaixonantes.
mesmo com as decepções, mesmo com os términos, mesmo com todos esses joguinhos que as pessoas fazem hoje em dia.    

mesmo quando o mundo capota, consegue ser alguém apaixonante.

admiro quem se entrega como se nunca tivesse quebrado a cara, como se o peito não tivesse uma marca sequer.    

admiro pessoas que mesmo com tanta bagunça que outras causaram, ainda insistem em ser bom para os outros, pessoas que respeitam sua intensidade e reconhecem que viver é se entregar, e que fugir por medo de sentir pode até te poupar alguns machucados, mas te poupa também da vida, de vivê-la como tem que ser vivida.

admiro quem coloca o coração ao sol, quem estende sua alma no varal numa tarde de domingo, quem brota o sorriso do rosto ainda que carregue algumas marcas, como uma rosa desabrochando mesmo que conviva com os espinhos do seu corpo.

admiro quem transforma todos os momentos em que foi passado pra trás, em maneiras de olhar pra si mesmo com mais cuidado, com mais respeito, mais afeto e mais consciência.

admiro pessoas que mesmo tendo amado pessoas pequenas demais, não tenham se transformado em pessoas assim. mesmo que tenham acreditado demais nos outros, se jogado em alturas e colecionado decepções gigantescas, não se tornaram pessoas cruéis e covardes.      

admiro quem tem coragem de tentar, ainda que não tenha certeza de nada, ainda que não saiba se amanhã o outro vai responder a sua mensagem ou vai continuar querendo ficar, ainda que saiba que amanhã pode acabar.

mesmo assim consegue ser alguém apaixonante.

e se você entendeu que apesar de todas as catástrofes que o teu corpo se envolveu, o amor não tem culpa, você aprendeu a senti-lo, a viver e arcar com as consequências de se entregar. se você percebeu que sangrar não é perder e que as marcas que você carrega não significa que você caiu tantas vezes, mas sim, que elas dizem que você continuou apesar de tudo, você é uma pessoa apaixonante.

e eu admiro você.

Às vezes a insistência acaba com o amor


Uma vez perguntei pra minha mãe se ela ainda amava o meu pai. Ela me disse que o amou muito um dia, mas pela insistência, o amor virou nada. Acho que ela quis dizer, quando o amor deixa de ser amor, ele apenas deixa de ser, não é mais, não acolhe, não cuida, não faz bem. Ele vira alguma coisa perdida que não faz mais sentido sentir. Consegue perceber o quão difícil é dizer que o amor por alguém que, um dia, foi o amor da sua vida, acabou? Foi foda ouvir isso dela e acredito que foi mais foda ainda pra ela chegar ao ponto de não sentir absolutamente nada mais pelo meu pai. A gente nunca está preparado pra lidar com o fim. A gente não sabe lidar muito bem quando algo perde o sentido real. Então a gente insiste até o último milimetro de amor esgotar dentro da gente, até que já não suportamos mais olhar pra quem, em algum momento, nos fez sentir o amor. A gente só quer ir o mais longe possível, achando que o amor se mede pelo tamanho do caminho que percorremos, quando na verdade, o amor é sobre cuidar ainda que ele esteja ao teu lado, e não sobre se importar somente quando ele não está mais ali. Já passei por uma relação da qual amei profundamente alguém e cometi o mesmo erro da minha mãe, insisti por achar que o amor significava permanecer, quando na verdade, faz mais sentido estar ao lado daquela pessoa ainda que vocês não estejam mais juntos. Porque o amor não é egoísta a ponto de você querer aquela pessoa pra si, sem se importar se você faz bem pra ela ou se ela faz bem pra você na completude que só o amor proporciona. Eu sei o quanto é difícil você ver alguém que ama tendo a possibilidade de amar outras pessoas que não seja mais você. E por não saber lidar com isso, você prefere escolher manter o outro ali, porque não entra na sua cabeça a ideia de amar o outro quando não se está mais ao seu lado. Quero te dizer que você vai entender o que é o amor quando precisar deixar alguém que ama pra trás, porque haverá a necessidade de partir e não há nada o que fazer, porque às vezes isso é a unica coisa que resta. É extraordinário amar alguém ainda que aquela pessoa esteja em outros caminhos, em outro lugar, talvez até com outra pessoa. é um amor totalmente livre de egoísmo e desejos possessivos, é um amor libertário, você reconhece que o outro foi alguém capaz te amar e ainda que não esteja mais contigo, as lembranças boas ficam. Não é um amor traumatizante, é um amor feliz, desses que mesmo que a partida tenha sido dolorida, o sorriso continua no rosto pelos momentos que proporcionou. Se você tiver a oportunidade de amar alguém, ame intensamente. Mas se perceber que não existe motivos pra ficar, não existe respeito, nem vontade, nem desejo, permita partir e deixar que o outro parta também. A insistência maltrata o afeto, o egoísmo apodrece o amor.

Sobre superar.



Quando terminamos, eu pensava na pessoa a todo momento. De manhã, de tarde, de noite. Achava que nunca mais deixaria de pensar. E de fato, estava certo. A gente não deixa de pensar completamente, às vezes a gente pensa involuntariamente. ainda que não faça mais sentido, nem doa.       

Vez ou outra vem uma lembrança, um pensamento, um momento, bom ou ruim, mas que no final das contas tiramos como aprendizado. Inevitavelmente a gente pensa no outro. Ainda que não queiramos voltar, ainda que a gente já tenha superado, ainda que a gente já seja outra pessoa.

Pensar no outro não quer dizer que a gente queira viver aquilo novamente, muito menos que sentimos falta ou saudade. Às vezes é só uma lembrança solta perdida em meio a bagunça que somos e de vez em quando aparece ali, empoeirada, velha. A gente só vê e joga fora. Não sente nada.          

Quando terminamos, eu pensei que nunca iria me acostumar com o espaço que ficou, que sempre iria sentir como se faltasse algo, como se eu não existisse mais por completo.




Cada vez que eu pensava, a lembrança vinha como um soco no estômago, doía, tirava o sono, faltava ar. Até que um dia eu pensei e não senti mais nada. Nada doeu. Nada.  

Foi nesse momento que percebi o significado de superar. Superar alguém ou algo não é sobre esquecer o que aconteceu, porque é improvável esquecer o que foi vivido.

Superar não é ignorar as marcas que carrego. Superar é olhar pras elas, pras lembranças, pra qualquer pensamento intruso que possa aparecer, e não sentir nada.

É sobre sentir o seu corpo resistente e o seu peito destemido, a ponto de te tornar alguém maduro e preparado o suficiente pra redescobrir o amor.   

Pelo outro, por si mesmo.

Às vezes o silêncio do outro também quer dizer algo.



Vocês se conhecem e sem pretensão alguma vocês começam a conversar. Ele te pergunta sobre as músicas que você mais gosta de ouvir, sobre os lugares que ama frequentar e os planos que você carrega consigo. Você fica surpresa ao perceber que os gostos são parecidos e isso te trás um leve sorriso de canto. Ele te diz que precisa te encontrar novamente e então vocês marcam uma saída para a próxima semana. Vocês se reencontram e não sabem como agir ao estar frente a frente um do outro. Ele te encara como se quisesse te pedir pra te tocar, você fica sem graça e não sabe o que dizer. Vocês se empolgam na conversa sobre os seus planos, sobre ser independente, sobre a rotina e a maneira que vocês encaram a vida, sobre as relações antigas e as situações parecidas que vocês tiveram que superar. 

Vocês conversam sobre as pessoas escrotas que cruzaram o caminho e que fizeram vocês ter um certo receio de se envolver. Falam sobre sentimentos, concordam que não vale a pena ter medo de mergulhar em outras pessoas só porque alguém te machucou. As horas passam tão rápido que vocês se surpreendem ao saber que o relógio já marcava quase 23h. Vocês voltam pra casa com um pouco do outro em mente. Você volta tentando acreditar que apesar de tantas coisas em comum e do outro parecer alguém tão foda, você não quer se envolver nesse momento. Você repete pra si mesma que é só um lance, é só mais um alguém que você permitiu conhecer e que logo logo vai embora. Você não quer se acostumar com a presença e por isso prefere pensar que se o outro quiser ir amanhã, vai ficar tudo bem. É que já foram tantas pessoas que te fizeram mergulhar e te deixaram só, foram tantos que abriram a vida pra você entrar, te usaram como um brinquedo e depois te descartaram quando as tuas peças não funcionaram mais, que agora você prefere não pensar na permanência.


Até que inevitavelmente as expectativas vão surgindo aos poucos.

Você não queria se acostumar, mas acaba se acostumando com a maneira que ele te trata, parece ser diferente de todos os outros. Você dorme desejando que ele fique bem, acorda esperando uma mensagem, e lá está, uma notificação puxando mais um assunto e parecendo querer te conhecer cada vez mais. Até que chega um momento que você diz pra si mesma: então tá, vou ver no que vai dar. Vocês saem juntos, e a cada encontro parece acontecer algo único. Você volta pra casa se sentindo mais leve e com tantos detalhes em mente que te fazem mergulhar ainda mais no outro. Ele te conta sobre tudo o que você proporcionou, te agradece pela sensação de leveza que ele sentiu ao estar do teu lado e você passa horas conversando sobre a intensidade que ele te fez sentir, sobre o mar imenso que ele parece ser. 

Essa imensidão sempre te deu um medo danado, mas agora parece tudo tão mais claro e mesmo que não tenha pretensão de continuar, sentir a profundidade dele te deixa mais tranquila. Afinal de contas, são poucas as pessoas profundas, encontrar uma por aí é sorte. Vocês marcam uma viagem juntos, tudo parece estar indo bem até que o outro, subitamente se afasta de você. E então te trata com indiferença, mas não te diz claramente que precisa ir embora. Os assuntos em comum vão aos poucos sumindo, mas o outro não consegue ter coragem de te dizer quando está pulando fora. E então você se culpa pela falta de clareza do outro, você começa a pensar que algo de errado tem em você, quando na verdade, às vezes não existe absolutamente nada de errado com você. 

Você tenta buscar respostas que justificam a fuga, mas às vezes as respostas estão bem na nossa frente. O silêncio ou o afastamento do outro também quer dizer algo. Eles te dizem: ”você é um pouco demais pra mim”, ”eu não estou no momento agora”, ”você não merece alguém como eu”, ”o problema não é você, sou eu”, tudo isso pra justificar uma despedida que poderia muito bem não acontecer se eles tivessem ido embora antes de você se envolver, ou que poderia ser esclarecida se tivessem sido, de fato, sinceros e transparentes com você em vez de te tratar com indiferença e achar que você tem a obrigação de entender os sinais da desistência.