Vem ver alguns registros da tarde de autógrafos no Recife.

Foi lindo, Recifeeee!

O evento aconteceu no último dia 5 (sábado) na Livraria Cultura do Paço Alfândega no Recife antigo. Preciso confessar que um dia antes do evento, eu não consegui dormir direito. Tive aquele medo bobo de que as pessoas poderiam não comparecer e quando cheguei lá, me deparei com uma fila bem grande de gente empolgada para trocar abraços e palavras comigo. Aqui estão apenas alguns registros. 


Tentei receber os leitores com todo o amor e liberdade que escrevo, como se fossemos amigos próximos, sabe? (porque pra mim é isso que somos, por mais que eu não conheça todos vocês que acessam o blog e que leem os meus textos, é para vocês que escrevo. Vocês ouvem o que eu falo, acompanham o que eu faço e estão presentes impulsionando os textos pra que o meu trabalho se espalhe pelo mundo. Então vocês são amigos). 

Antes de começar a autografar, disse aos leitores, que poderíamos tirar uma foto comportados e a segunda foto seria com poses bem aleatórias. Porque eu amo fazer graça nas fotos, não poderia deixar esse momento passar, não é? Dá pra perceber algumas poses bem estranhas (rs). Foi divertido, foi lindo. E os registros foram feitos por @_jubscreusa e @andreesaalves

Essa garota quase me fez chorar. 


Lembro que um rapaz me disse: ''eu nunca li um livro na vida e o seu livro foi o primeiro.'' e nesse momento, os meus olhos brilharam de gratidão. Pude ter a certeza de que estava no caminho certo.
Um outro leitor falou: ''o seu livro me ajudou a superar um relacionamento de quatro anos, você me resgatou de uma situação que eu não conseguia enxergar caminhos pra sair.''




Uma menina disse que estava nervosa, e não acreditava que estava na minha frente. Então eu disse: vem cá! Dei um abraço apertado pra ela ter a certeza de que era eu mesmo que estava ali. rs 



O francisco (esse rapaz na foto abaixo), falou tanto nas redes sociais que iria pro evento que eu gravei o nome dele, hahaha. Fez questão de comprar 3 livros e eu brinquei, segurando tudo como se fosse a Adele com as estatuetas do Grammy. 



A vontade que eu tinha era de carregar todos que foram como um chaveirinho, mas guardei todas as palavras, abraços, beijos e amor que recebi e, com toda certeza, levarei pra vida. 


Confesso que o punho ficou bem cansado, porém bem feliz, de tanta dedicatória. rs


''Por favor, nunca pare de escrever'', ouvi isso e prometi nunca parar. 

 

Durante a semana vou atualizando e colocando mais fotos aqui, tá bom? 




Um texto para te dizer: não desista de você.

Você precisa parar um pouco de se culpar o tempo todo. Compreenda que nem sempre você vai conseguir aquilo que quer no tempo que precisa, e por favor, não se culpe.

Não pese o teu peito carregando frustrações e tropeços que você levou no meio do caminho, compreenda que tudo serviu pra que você se tornasse quem você é hoje, e jamais carregue o peso das coisas das relações, das pessoas, dos lugares, dos momentos que não foram como você esperava que fosse.

A gente não tem tudo o que quer, a gente não acerta o tempo todo. Às vezes a gente faz escolhas erradas, às vezes a gente doa todo o nosso amor pra quem nunca enxergou de verdade. Às vezes a gente passa tanto tempo da vida da gente tentando vencer, mas você precisa aprender também que nem sempre a gente ganha. Nem sempre a gente escolhe o melhor caminho. Nem sempre a gente acerta os passos, e às vezes a gente tropeça também. O importante é não desistir da gente.

Não sei exatamente o que se passa dentro de você, mas se preocupar com o que não aconteceu, ou com o que deixou de acontecer é como plantar uma árvore hoje esperando que amanhã ela já te dê frutos. entenda que, as coisas não acontecem quando você acha que deveriam acontecer, elas acontecem no tempo que precisam. 

E cada pessoa tem o seu tempo, sabe? Cada vida é um cronometro diferente, cada gente tem um ponteiro irregular, cada pessoa carrega o seu próprio peso. 


Talvez você não entenda, mas eu só quero te dizer: respeite o seu tempo! Não se culpe se por acaso, você ainda não fez aquela viagem que pensa em fazer, ou se ainda não conseguiu começar o curso que sonha no tempo que você queria, ou se ainda não realizou alguns sonhos que pensou que realizaria antes da idade que você tem hoje. 

Se culpar pelo que não aconteceu ainda, não vai te causar conforto algum. Então, em vez de carregar o teu peito de culpa, continua seguindo a sua vida com fé de alcançar, tudo o que deseja, só não desiste de você, tá?

Você não era o amor da minha vida. A RESPOSTA.



Você perguntou como estão por aqui, e eu poderia te dizer que estão indo muito bem, mas não seria verdade. Nada está bem desde que você foi embora. Eu sei que o mais correto a se fazer nesses momentos é ocupar a minha vida com algo, um curso novo, um trabalho voluntário, talvez sair sozinho até reconhecer que ter a minha companhia é melhor do que ter a sua. Mas o foda é que eu não consigo me convencer disso, tá difícil não te enxergar nas minimas coisas que faço. 

E tudo que eu queria era te esquecer. De uma vez por todas. Mas parece que tudo acontece pra que eu lembre de você. Percebi que você havia me bloqueado das suas redes sociais, talvez seja melhor assim, eu sei. Só não consigo me acostumar com essa distância, porque cada dia que passa, penso que fica mais longe de te alcançar. Não que eu te queira de volta, só que eu não consigo lidar com o fato de que a gente precisou construir um muro entre nós pra não nos machucarmos mais. E isso dói, sabe? Dói saber que não precisava acabar assim.

Dia desses entrei no facebook e a primeira coisa que me aparece é um desse textos que falam sobre sentimento de um jeito que soca o peito da gente, sabe? 

O texto falava que não tem como esquecer alguém que marcou a nossa vida. E eu sei disso, talvez esse seja o motivo por doer tanto ainda. Eu sei que não tem como esquecer alguém que esteve tanto tempo ao nosso lado, nos piores e melhores momentos. Não tem como esquecer porque não tem como apagar da memória. Aconteceu, está lá.

Não existe uma formula mágica que a gente toma e pronto, esqueceu! Não tem como acordar numa segunda-feira e dizer: ''passou, superei''. O que resta é aprender a conviver com a dor do fim, é se acostumar com a partida até que ela pare de doer. Eu sei que não há volta, e compreendo também que não precisa, nem existe razão pra ter. 

Mas não tem como esquecer. A gente só segue porque é a unica escolha que a vida nos dá. Mas esquecer mesmo, não tem como. Superar é seguir em frente. 

Portanto, essa é a minha resposta pra você. Estou indo. 

Você não era o amor da minha vida.



Como é que estão as coisas por aí? Conseguiu terminar o curso de línguas que você tanto queria? E os seus planos, tão dando certo? Vi que você fugiu daquele seu emprego chato, aquele seu chefe insuportável finalmente saiu da sua vida. E a viagem pra fora do país, rolou? 

Ah, dia desses encontrei alguns dos nossos amigos em comum, eles te falaram? O som estava alto demais e eu estava com pressa pra aproveitar a noite como nunca havia aproveitado antes. Não entendi direito o que eles falaram, mas pedi que eles te entregassem um abraço, te entregaram? Eu sei que demorei pra te escrever, mas é que foi difícil entender o seu lado nessa história toda, sabe? Eu tive muita raiva no começo. Raiva por não aceitar como tudo tinha acabado. Raiva por ter sido aquela pessoa que sempre pensava mil vezes antes de ir embora e por você ter sido alguém que partiu na primeira oportunidade que teve. 

Minha vontade era te xingar, me vingar, te deletar completamente da minha vida! Eu não conseguia entender como é que você pode desistir da gente depois de tudo aquilo que construímos juntos, como você pode cair fora e me deixar sustentando tudo sozinha. Todo o peso acabou caindo sobre mim, sabe? Fiquei embaixo dos escombros tentando encontrar um caminho pra reerguer tudo sozinha. Eu não conseguia compreender como você pode simplesmente pegar as suas coisas e ir embora, depois do tanto que a gente lutou pra dar certo. Abrir mão do nosso amor sem mais nem menos? E os nossos planos? E a nossa viagem nas férias pelas praias do nordeste? A decoração da nossa casa? O nome dos nossos filhos? Todos os nossos sonhos se transformaram em pó? 

Sinceramente doeu ver você jogando tudo fora, como se fosse descartável. Mas enquanto chorava, eu me culpava e te culpava, culpava o mundo como se todo o universo tivesse armado tudo pra fazer a gente dar errado. Na minha cabeça tinha que existir alguma razão que explicasse o porquê do nosso amor ter descarrilado, afinal de contas como é que pode um amor terminar assim, do nada? Eu queria encontrar uma explicação, qualquer uma, que tornassem as coisas mais fáceis de suportar.

Eu revirara as suas redes sociais. Você sempre saindo, sorrindo, conhecendo novas pessoas, uma tapa doeria menos que ver você bem sem mim e ter que suportar tudo isso. Eu não conseguia te ver feliz sabendo que eu não era mais o motivo da sua felicidade. Acho que todo mundo acaba ficando meio imaturo quando uma relação acaba. Eu fiquei. Passei a falar mal do nosso amor, disse que tudo não passou de um engano e uma grande e supérflua ilusão. Tempo perdido. Uma mentira que eu acreditava que fosse, em algum momento, uma grande verdade. Era um espetáculo que eu paguei pra entrar mas que rezei pra que as cortinas se fechassem e tudo acabasse logo. Disse que a gente tinha sido um erro. Desses erros que machucam e traumatizam a gente, sabe? Falei que você tinha sido uma péssima escolha. 


Depois me disseram que você sofreu também, que passou um tempo querendo saber como eu estava sem você, que também vasculhou as minhas redes sociais. Me falaram que você também chorou. Chorou num show em que tocou a nossa música e você não aguentou a minha falta. Mas disseram que você estava bêbado, então eu relevei. Me contaram que em algumas festas você até voltou mais cedo pra casa porque sentia a minha falta e que estava cansado de ir em lugares que a gente frequentava só pra, propositalmente, esbarrar em mim. 

O fim dói pra todo mundo, não é? Talvez pra algumas pessoas mais que outras, mas a dor chega pra todo mundo e a saudade também. Queria te dizer que eu tô forte agora. Voltei a andar por aí desfilando o meu melhor sorriso, escancarei as portas do meu peito e parei com aquela bobagem de me trancar só porque alguém me machucou. Ainda continuo sendo aquela pessoa cheia de dúvidas, mas agora, ainda mais madura e segura de mim. Agora eu entendo, alguns finais por mais que doam, no final das contas nos fazem melhores. 

A vida também nos apresenta alguns desencontros pra que a gente aprenda a entender que se reencontrar é necessário. Eu finalmente consegui entender que você não era mesmo o amor da minha vida, mas que isso não apaga a graça das coisas que passamos juntos. Eu só quero que você seja feliz, mesmo não sendo comigo, isso já não importa mais. Seja com alguém ou sozinha.

Desculpas por acreditar que você ficaria.




Queria pedir desculpas por acreditar que você ficaria, e por ter depositado tantas expectativas na sua permanência. Fui ingênua demais em pensar que você carregaria o mesmo sentimento que estava tomando conta de mim. Foi um erro acreditar que você teria espaço o suficiente pra me abrigar, eu sei. 


Mas, em momento algum, você me disse o que sentia. Eu não percebi com clareza a tua falta de empatia, porque a paixão deixa a gente meio cega. As expectativas confundem a nossa racionalidade, e a gente só pensa em ficar, porque isso é tudo o que desejamos naquele instante. Lá no fundo, a gente pode até sentir que não dá, mas parece que o coração diz: vai lá! E obviamente, a gente se fode. 

Desculpas se acabei enxergando coisas que nem existiam, se vi reciprocidade até mesmo nas suas ações, ou melhor, na falta delas. Sei que você não tinha obrigação alguma de ter o mínimo de responsabilidade, mas pensei que isso te coubesse. Afinal, não é nada demais se importar com o que o outro sente, mesmo que a gente não sinta o mesmo. Não dói, é generoso.

Eu entendo que talvez você não estivesse no mesmo momento que eu, como também compreendo que você não tem obrigação de ficar em lugar algum se não for a sua vontade. Mas sumir sem se importar, não foi a melhor maneira de dizer que não queria mais. 

Tá tudo bem, juro!

Eu tenho aprendido a não me culpar pelas escolhas do outro, e mais que isso, a não sabotar a minha capacidade de amar só porque alguém foi idiota comigo. Mais do que ter desejado que o nosso fim tivesse ao menos uma mensagem, ou uma conversa madura, tenho aceitado o teu silêncio como uma resposta. espero que aceite o meu também como uma tréplica. A maturidade que carrego comigo não me permite sumir da vida das pessoas sem dizer um ''tchau'', mas isso é uma escolha minha e entendo que as pessoas não são obrigadas a nada. 

Eu não posso nem devo viver em torno do que espero das pessoas, e paciência.