Não era amor, era cilada.

21:51:00 Iandê Albuquerque 4 Comments


No meio da noite você me envia uma mensagem dizendo que sente falta de mim, que queria que eu estivesse com você. Mas que irônico isso, amor! Quando eu estava com você, cê parecia não querer.

Fui trouxa, sim! Por correr atrás de um cara que não valia a pena. Por insistir mais do que eu devia, por te procurar sempre que você sumia, por te responder sempre prontamente enquanto você só ignorava as minhas mensagens e demorava tanto pra responder. Fui trouxa por acreditar em um cara que não merecia tanto, por querer que a gente desse certo, por ter te amado bem mais do que você merecia. Eu fui embora com a consciência tranquila de que fiz bem mais do que podia, que te amei mais do que você merecia, que me arrisquei bem mais do que você. Fui trouxa, mas ao menos, tive a sorte de me livrar de você. Fui trouxa por correr atrás do cara errado, mas e você que foi trouxa por perder a menina da sua vida?

Eu pensava que o momento que eu iria te superar nunca iria chegar. Até que um dia chegou e quando eu olhei pra trás, me perguntei como pude me adiar tanto por você, como fui capaz de me deixar de lado pra correr atrás de você, como pude gostar de alguém assim? Olhei pra trás e te vi. Olhei pra trás e só ri. Era o sinal de que eu estava seguindo e você tinha ficado pra trás. Olhei pra trás e me dei conta do quanto amadureci. E foi a minha imaturidade, naquela época que me fez me envolver em você, porque pra te falar a verdade, a pessoa que eu me tornei hoje, jamais se envolveria.

Eu perdia tempo vendo as suas redes sociais só pra saber por onde você estava ou se já tinha seguido sem mim. Eu contava as horas pra você voltar pra casa. Eu me torturava todas as coisas porque você não dava noticias. Isso foi loucura, eu sei. Mas eu pensava que era amor. Eu achava que era amor quando eu ficava te querendo enquanto você já tinha ido embora. Eu achava que era amor quando só eu sentia saudades, só eu sentia falta, só eu te procurava. Eu achava que era amor esse frio na barriga que eu sentia por nunca saber onde você estava. Achava que era amor aquele nó na garganta quando eu prendia o choro ao saber que você pouco se importava comigo. Eu achava que você era amor, enquanto eu me colocava pra baixo pra pôr você lá em cima, enquanto esquecia de mim pra lembrar de você. Isso nunca foi amor, cara. Amor foi o que eu passei a sentir por mim depois que você se foi.

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