Ainda não me habituei aos amores líquidos.

22:29:00 Iandê Albuquerque 1 Comments

Como quase todo mundo sabe o Tinder é um aplicativo de relacionamentos onde pessoas procuram pessoas com interesses em comum para que possam ter algum âmbito de contato, principalmente o amoroso. Sou um tanto antiquado, mas mesmo assim tive duas experiências com o tal aplicativo.

Na primeira vez, fiquei 40 minutos com o aplicativo e me senti jogando Pokemon Go, senti que era cilada, Bino. Exclui a conta sem pensar muito. Na segunda experiência motivado por um aposta com uma amiga baixamos o aplicativo e ambos teriam que passar 48 horas com ele no celular; o fundamento dessa aposta era para saber quem conseguiria mais conversas dentro desse período.


No aplicativo conversei apenas com ela porque nos encontramos por lá. Foi divertido. E dessa vez me esforcei para parecer um pouco mais interessante do que sou, afinal marketing pessoal é moeda de correção máxima nessa vida. Pelo menos é o que eu acredito. Minha amiga teve sorte e conheceu um rapaz bacana, e eu pela impaciência de me sentir um produto na prateleira esperando ser escolhido exclui o aplicativo e conta novamente.

Minha amiga ganhará chocolates, e eu apenas essa crônica; achei uma ótima troca. Só que esse texto não surge com a finalidade de uma exposição desnecessária, mas sim com o propósito de mostrar que existem pessoas interessantes por toda a parte. Não baixarei novamente aquela corrida solitária, pois evito tudo que me impacienta.

Não nego que gostaria de esbarrar por aí em pelo menos uma dúzia das moças que vi por lá, mas mesmo assim eu prefiro as situações reais. Aquela história clichê, sabe? Por exemplo: Ah, eu conheci fulana através de um amigo; a gente se conheceu na academia; erramos vizinhos; ela era a dentista do meu irmão, e por aí vai.

Nisso o mito de que eu não procuro direito se desfez cá dentro, pois o bom mesmo é esperar. E esperar o que a vida nos presenteia. Algumas pessoas conheceram seus amores pelo Tinder, e outros não. Cada história de amor é muito particular. Não me cabe julgar a história alheia, porém para mim o olhar desconhecido ainda permanece sendo mais impactante. Ainda não me habituei aos tempos virtuais, e muito menos aos amores líquidos. Por isso, permanecerei esperando. Procurar fadiga. Encontrar gera sossego. E eu quero o sossego da pequena que espero. *Texto escrito pelo leitor: Almir Santana.

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1 Comentários:

Nay Girelli disse...

Estou aqui lendo seus textos, o encontrei por um compartilhamento do Rafael Pops Barbosa Moraes e muito do que tenho lido são palavras necessearias nesse meu momento. Sobre o tinder, a um tempo atrás escrevi sobre essa experiência aqui ó, um outro olhar... http://viajantesaprendizes.com/amores-na-estrada-tinder-e-as-novas-maneiras-de-se-relacionar/